Coach Paulo Pillar lança livro "Ensinando Futebol Americano na escola"



O Futebol Americano no Brasil encontra-se em fase de amplo desenvolvimento, atingindo ano após ano novos públicos e melhorando o nível do esporte no país. Em seu livro digital “Ensinando Futebol Americano na escola”, o coach Paulo Pillar explica a importância do contato das crianças de forma precoce. Para ele, a aproximação dos professores escolares tornará a modalidade mais orgânica e mais desenvolvida em nosso território.


Em seu projeto, Paulo indica formas para os profissionais incluírem a prática em suas aulas de forma segura e eficiente. O coach acredita que é preciso investir na educação básica do esporte em conjunto com a alta performance, para que o seu desenvolvimento seja amplo e sustentável. O livro digital está disponível gratuitamente para todos. Confira a conversa que tivemos com o autor sobre o seu projeto:


Qual a importância para o desenvolvimento da modalidade, ações nas escolas e na fase infanto-juvenil? Acredito que principalmente pelo Futebol Americano ainda ser um esporte muito nichado e não ter um apelo popular muito grande, o principal ponto de partida para qualquer time de Futebol Americano brasileiro DEVE ser as escolas. As crianças das escolas, principalmente as públicas, têm pouco acesso ao FA de maneira prática, ou seja, realmente praticando a modalidade no contexto escolar ou às vezes até fora dela. Se aproximar dos professores de educação física e dos alunos é um primeiro passo para que a modalidade cresça de uma forma mais orgânica no país.


Esse material é apenas para pessoas que entendem futebol americano ou qualquer professor consegue utilizá-lo?


Absolutamente. Qualquer professor de educação física que está habituado com planos de aula pode inserir as atividades nas suas aulas. Todos os materiais podem ser substituídos inclusive por materiais adaptados; os cones, por garrafas pet com areia e pedras; nem as bolas precisam ser de futebol americano. Inclusive eu sugiro no livro um trabalho interdisciplinar entre educação artística e educação física, mas ele pode muito bem se expandir para professores de língua inglesa no colégio, física… é bem amplo. Depende da disponibilidade e boa vontade do professor.


Na sua perspectiva, o trabalho correto das categorias de base, escolar e educacional podem ser portas de entrada para jogadores?


Esse tem que ser o carro-chefe do próximo passo para o FABR. Tivemos jogos em estádios, tivemos jogos transmitidos pela TV, jogamos mundiais de flag e de full pad, temos jogadores na NFL e na Europa, temos um Deputado Federal que foi campeão brasileiro e em 2021 ainda não temos um plano nacional de desenvolvimento do esporte na escola. Virar as costas pra isso, só faz com que percamos tempo ao invés de ganhar mais consumidores desse esporte.


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